EFE
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Coreia do Sul minimiza relatos sobre saúde de Kim Jong-Un

Governo sul-coreano lançou dúvidas sobre problemas de saúde do líder norte-coreano

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 13h35

SEUL - Autoridades da Coreia do Sul lançaram dúvidas nesta terça-feira, 21, sobre os relatos de que o líder norte-coreano Kim Jong-Un estaria gravemente doente após um procedimento cardiovascular. Os questionamentos surgiram após sua ausência em um evento importante de aniversário do Estado, que provocou especulações sobre sua saúde. 

Em 15 de abril, Pyongyang comemorou o aniversário de nascimento do fundador do regime, Kim Il Sung,  avô de Kim. Apesar de ser uma das datas mais importante no calendário político anual, Kim não apareceu em nenhuma das fotografias divulgadas pela imprensa oficial.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul afirmou que seria "inapropriado" especular sobre os motivos da ausência de Kim. Moon Chung-in, assessor de segurança do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que não ouviu nada especial sobre a saúde de Kim recentemente. "Não temos nada a confirmar com relação às recentes reportagens sobre os problemas de saúde de Kim Jong-Un e nenhum movimento atípico dentro da Coreia do Norte foi detectado", disse Kang Min-seok, porta-voz de Moon Jae-in.  

"Até o momento não há confirmação e é cedo demais para tirar conclusões sobre seu estado de saúde", afirmou Ahn Chan-il, desertor do Norte que agora é pesquisador em Seul. 

Sucessão 

O governo da Coreia do Norte nunca deixou claro quem está na linha de sucessão. Sem informações sobre os  filhos de Kim, analistas avaliam que sua irmã e aliados poderiam compor um governo antes que o sucessor tenha idade suficiente para assumir.

Acredita-se que Kim tenha três filhos, o mais novo nascido em 2017, de acordo com o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul. O mais velho tem 10 anos de idade, o que significa que qualquer um dos três precisaria da ajuda para se tornar um líder hereditário de quarta geração. 

Cada mudança de liderança na Coreia do Norte levanta a perspectiva de um vácuo de liderança ou até mesmo do colapso da dinastia Kim, que governa o país desde a sua fundação em 1948. / Reuters, AFP e Washington Post 

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