Coréia do Sul minimiza 'ultimato' nuclear do Norte

O chanceler sul-coreano, Yu Myung-hwan, minimizou na terça-feira a idéia de que a Coréia do Norte fez na semana passada um ultimato na reunião com um representante norte-americano que tentava salvar o acordo nuclear com Pyongyang. O secretário-assistente de Estado dos EUA Christopher Hill evitou divulgar detalhes sobre os três dias de discussões na Coréia do Norte, que ameaça retomar a produção de plutônio enriquecido caso Washington não se apresse em retirar o nome do país da lista de países patrocinadores do terrorismo. Para isso, os EUA exigem a adoção de um mecanismo para comprovar as atividades atômicas declaradas pela Coréia do Norte. "Relatos de que a Coréia do Norte teria feito uma sugestão importantíssima ou emitido um ultimato parecem ser baseados em fatos do passado. É diferente do que foi discutido na recente visita de Hill, que foi um protocolo de verificação", disse Yu a uma comissão parlamentar. O Choson Ilbo, jornal pró-norte-coreano publicado no Japão, disse que Pyongyang "parece ter transmitido sua opinião sobre a resolução pacífica das questões nucleares e emitiu um ultimato com relação a isso". O jornal não entrou em detalhes sobre o suposto ultimato, mas afirmou que, na ausência de acordo, a Coréia do Norte provavelmente abandonaria as negociações nucleares multilaterais. Analistas dizem que Hill pode ter alcançado algum tipo de acordo ou entendimento com a Coréia do Norte, mas que isso possivelmente exigiria o apoio dos outros envolvidos nas negociações --China, Rússia, Japão e Coréia do Sul. O acordo pluripartite de 2007 estabelecia que a Coréia do Norte destruiria seu reator nuclear de Yongbyon, construído pelos soviéticos, em troca de incentivos políticos e econômicos. Mas, no final de setembro, a Coréia do Norte expulsou monitores da usina e anunciou que pretendia reativá-la em poucos dias. O Departamento de Estado dos EUA disse que, apesar da visita de Hill, o Norte continua empenhado em recuperar Yongbyon, o que deve levar pelo menos um ano. A destruição do reator havia começado em novembro de 2007.

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