Coréia do Sul não quer ONU envolvida em crise nuclear

A Coréia do Sul manifestou-se contrária à sugestão americana de levar, no curto prazo, a crise nuclear com a Coréia do Norte ao Conselho de Segurança da ONU, e pediu aos Estados Unidos que primeiro esgotem todas as possibilidades diplomáticas para levar Pyongyang à mesa de negociações, sem a necessidade de recorrer às Nações Unidas. A Coréia do Sul teme qualquer desdobramento capaz de aumentar a tensão na Península Coreana e causar danos à economia local. "Nossa opinião é a de que deveríamos esperar mais um pouco (para recorrer à ONU), já que os esforços internacionais estão concentrados na busca de uma forma de retomada das negociações multilaterais", declarou Oh Joon, um alto funcionário da chancelaria sul-coreana. O subsecretário de Estado dos EUA, John Bolton, reuniu-se em Seul com o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Yoon Young-kwan, em meio a sinais de que os esforços de Washington para levar a da Coréia do Norte a discutir seu suposto programa de armas nucleares chegaram a um impasse. Deliberações sobre a questão nuclear norte-coreana no Conselho de Segurança poderiam levar à imposição sanções econômicas pela ONU - o que a Coréia do Norte consideraria uma "declaração de guerra". A China, mais próximo aliado da Coréia do Norte e membro permanente do CS da ONU, interferiu para evitar tentativas passadas dos Estados Unidos de conseguir uma condenação, na ONU, das aspirações nucleares de Pyongyang.

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