Coréia do Sul pede ao Japão que se arrependa de seu passado bélico

O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, criticou a visita do primeiro-ministro do Japão, JunichiroKoizumi, ao templo nacionalista de Yasukuni, e exigiu que o Japão se arrependa do seu passado imperialista na Ásia. Num discurso para comemorar o 61º aniversário da independência da península da Coréia da colonização japonesa, Roh pediu ao Japão que"desfaça as preocupações criadas pelos ares nacionalistas da política japonesa recente". "O Japão deveria se arrepender de coração do seu passado e demonstrar que não tem intenção de repetir o que fez", disse Roh, em referência à invasão de boa parte da Ásia por tropas japonesasna primeira metade do século XX. Horas antes, o governo sul-coreano já tinha se manifestado contra a visita de Koizumi, com um duro comunicado do Ministério de Relações Exteriores expressando "indignação" e "profundoDescontentamento". Segundo o porta-voz do ministério, Chu Kyu-Ho, "as repetidas visitas realizadas têm causado adeterioração das relações bilaterais com Seul e danificado as relações de amizade e cooperação no nordeste da Ásia". O vice-ministro sul-coreano, Yu Myung-Hwan, convocou o embaixador japonês em Seul, Shorato Oshima, para apresentar uma manifestação formal. Coréia do Sul e outros países, como China, que sofreram a agressão do Exército imperial japonês na primeira metade do século XX, consideram que as visitas a Yasukuni mostram uma obstinação daclasse dirigente japonesa "em não reconhecer os erros e brutalidades" cometidos pelo Japão no passado. Entre os 2,5 milhões de soldados japoneses mortos em combate, homenageados em Yasukuni, há 14 criminosos de guerra.

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