Coreia do Sul pede fim da atividade nuclear norte-coreana

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, pediu ao novo líder norte-coreano que aproveite a oportunidade de retomar o diálogo, e acenou com ajuda econômica caso o regime comunista do Norte abdique do seu programa nuclear.

JACK KIM, REUTERS

02 de janeiro de 2012 | 10h13

Dois dias depois do solene funeral do dirigente Kim Jong-il, a Coreia do Norte retomou na sexta-feira sua retórica belicosa, criticando o governo de Lee por não ter tido a decência de declarar luto pela morte de um líder coreano, e prometendo manter sua política de confronto.

O novo líder norte-coreano, Kim Jong-un, filho de Kim Jong-il, visitou no domingo uma importante divisão de tanques do Exército, no seu primeiro compromisso como comandante militar supremo, sinalizando a preservação da política "songun" (os militares em primeiro lugar).

"Deixamos a janela da oportunidade aberta", disse Lee em pronunciamento de ano novo. "Se a Coreia do Norte vier com sinceridade, poderemos abrir uma nova era para a península coreana unida. Assim que a Coreia do Norte suspender as atividades nucleares em progresso, as negociações a seis partes devem poder recomeçar. Por meio de um acordo a seis partes, estamos preparados para atenuar a preocupação de segurança do Norte e oferecer os recursos necessários para ressuscitar sua economia."

As negociações a seis partes - envolvendo EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias - estão paralisadas desde 2008, quando a Coreia do Norte abandonou a discussão que visava à concessão de benefícios políticos e econômicos, em troca de o governo norte-coreano desistir de desenvolver um arsenal nuclear.

Analistas dizem que dificilmente o inexperiente novo dirigente norte-coreano irá alterar drasticamente as políticas deixadas por seu pai.

Em mensagem de ano novo publicada na imprensa estatal, a Coreia do Norte não fez menção a seu programa nuclear. O país tem proposto a retomada das negociações multilaterais, mas os EUA e a Coreia do Sul temem que a Coreia do Norte se envolva em prolongadas negociações para depois desrespeitar seus compromissos, como já ocorreu anteriormente.

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