Coréia do Sul pede mais empenho dos EUA contra crise

A Coréia do Sul espera que os EUA estejam mais dispostos a solucionar as tensões produzidas pelo programa nuclear da Coréia do Norte, disse nesta quarta-feira o chanceler sul-coreano. Horas depois, em Seul, o embaixador americano Thomas Hubbard reafirmou que o problema nuclear deveria ser solucionado por meios pacíficos e diplomáticos, embora sem descartar alternativa alguma. Enquanto isso, a Coréia do Norte criticou o plano americano de enviar à Coréia do Sul o porta-aviões Carl Vinson, para participar de manobras militares que ocorrem nesse país. Pyongyang Considerou o envio uma preparação para um ataque. A Coréia do Norte insiste em dialogar diretamente com Washington para solucionar o impasse nuclear, e adotou medidas - como interceptar, no início deste mês, um avião de reconhecimento americano - para tentar levar os EUA à negociação. No entanto, Washington sustenta que persuadir o governo de Pyongyang a abandonar suas ambições nucleares deveria ser o resultado de negociações multilaterais, porque a crise afeta tanto o resto do mundo quanto os EUA. Na quarta-feira, o ministro sul-coreano de Relações Exteriores Yoon Young-kwan disse à rádio sul-coreana KBS que Seul apóia um enfoque multilateral, embora considere que deva haver um diálogo bilateral entre os EUA e a Coréia do Norte. "Seja qual for o formato, gostaríamos que os EUA mostrassem uma maior inclinação para solucionar os temas substanciais com a Coréia do Norte", disse Yoon. O chanceler acrescentou que visitará Washington no final deste mês para organizar uma reunião de alto nível entre os presidentes sul-coreano, Roh Moo-hyun, e americano, George W. Bush. Acrescentou que a data mais aproximada para ocorrer o encontro seria em fins de abril. Em Seul, o embaixador americano disse que Washington continuará buscando um enfoque multinacional para pressionar a Coréia do Norte, por considerar que "outras nações têm muito a perder devido às perigosas ações de Pyongyang". Segundo Hubbard, os EUA continuam empenhados em buscar uma solução pacífica, embora reconheçam que a prudência "exige que consideremos todas nossas alternativas". O embaixador disse que o recente envio de equipamentos e reforços militares à Coréia do Sul se deve à realização das manobras anuais e não tem relação alguma com o aumento das tensões com a Coréia do Norte, nem com a tentativa de Pyongyang de interceptar um avião de reconhecimento americano. Nesta quarta-feira, a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, ao criticar o envio do porta-aviões Carl Vinson, considerou que Washington "busca uma oportunidade para realizar um ataque preventivo contra as instalações nucleares" do país comunista.

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