Coreia do Sul pede que seus cidadãos abandonem a Líbia

Devido as revoltas populares, instalações de construtoras sul coreanas sofreram assaltos de civis e dormitórios de trabalhadores foram incendiados

Efe,

22 de fevereiro de 2011 | 01h48

SEUL - A Coreia do Sul fez o pedido nesta terça-feira, 22, para que todos seus cidadãos abandonem a Líbia diante da escalada de violência no país africano, o que deixou três sul-coreanos feridos em distúrbios.

 

O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano elevou o alerta das viagens à Líbia ao seu segundo nível mais alto e pediu que os cidadãos abandonem a ideia de viajar ao país, a não ser que existam razões urgentes.

 

Desde que começaram as revoltas populares na Líbia contra o governo de Muammar Kadafi, várias instalações de construtoras da Coreia do Sul sofreram assaltos de civis, o que na segunda-feira, 21, fez com que três trabalhadores sul-coreanos fossem feridos perto de Trípoli.

 

Segundo a agência sul-coreana Yonhap, os dormitórios dos trabalhadores foram incendiados e veículos e material pertencentes a estas empresas foram levados.

 

As construtoras sul-coreanas têm uma forte presença em países como Líbia, Iêmen, Irã, Marrocos e Bahrein, onde nas últimas semanas se intensificaram as revoltas pró-democráticas.

Segundo dados da Associação Internacional de Construção da Coreia (ICAK), há na Líbia cerca de 60 empresas sul-coreanas envolvidas em projetos da construção.

 

Funcionários do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano se reuniram para observar a situação e criar uma equipe de resposta rápida para conduzir estes incidentes.

 

Além disso, o governo sul-coreano está formando um plano de evacuação de seus cidadãos na Líbia em caso de emergência, o que inclui o envio de voos especiais.

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