Coreia do Sul promete abater foguete da Coreia do Norte

A Coreia do Sul se prepara para abater o foguete norte-coreano caso ele se desvie para o seu território durante o lançamento previsto para o próximo mês, informou hoje o Ministério da Defesa. Militares sul-coreanos e norte-americanos estão monitorando de perto a atividade na base de Tongchang-ri, disse um porta-voz do ministério, um dia depois de Seul confirmar que o corpo principal do foguete havia sido transferido para o local, no noroeste da Coreia do Norte.

DOW JONES, Agência Estado

26 de março de 2012 | 02h15

Seul teme que o primeiro estágio do foguete, programado para cair no Mar Amarelo, entre a Coreia do Sul e a China, possa cair em seu território. "Estamos preparando medidas para controlar a trajetória do míssil e derrubá-lo se, por acaso, ele se desviar da rota planejada e cair em nosso território", disse o porta-voz, sem dar detalhes. O Japão disse que poderá fazer o mesmo, caso foguete passe por seu território.

A Coreia do Norte anunciou que vai acionar o foguete com o objetivo de colocar em órbita um satélite, entre 12 e 16 de abril, para marcar o 100º aniversário do nascimento do líder comunista e fundador do país, Kim Il Sung. O Norte, que possui armas nucleares, insiste que tem o direito de lançar um satélite para fins pacíficos.

Os EUA e outros países, contudo, afirmam que o exercício é um teste de míssil disfarçado, e que lançamentos de mísseis balísticos norte-coreanos, para qualquer finalidade, são proibidos pelas resoluções da ONU.

O presidente americano Barack Obama, em visita a Seul para uma reunião de cúpula sobre segurança nuclear, disse ontem que o lançamento norte-coreano colocaria em risco uma oferta recente dos EUA de ajuda alimentar para o país asiático em troca do congelamento parcial das atividades nucleares e da moratória nos testes de mísseis.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do SulCoreia do Nortefoguete

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.