Coreia do Sul promete firmeza em resposta a provocações do Norte

A Coreia do Sul prometeu responder com firmeza a novas provocações da Coreia do Norte depois que o Norte desfechou um ataque de artilharia pesada próximo à tensa fronteira marítima entre os países, mas analistas disseram ser improvável a possibilidade de um combate.

JEREMY LAURENCE, REUTERS

10 de agosto de 2010 | 09h01

A Coreia do Norte atirou cerca de 130 bombas a partir de sua costa oeste na segunda-feira, pouco depois da conclusão de um exercício militar sul-coreano. O incidente aumentou a tensão que já era grande depois que um navio de guerra sul-coreano afundou no começo do ano, matando 46 marinheiros.

O governo da Coreia do Sul alega que a corveta Cheonan foi afundada por um torpedo norte-coreano, mas o Norte nega qualquer envolvimento.

"Se o Norte continuar suas ações provocativas e se comportar sem admitir culpa ou pedir desculpas pelo naufrágio do navio Cheonan, iremos reagir com firmeza e a responsabilidade por tais consequências será inteiramente do Norte", disse o Ministério da Defesa em comunicado nesta terça-feira.

A Coreia do Sul não explicitou de que forma poderia responder, mas fontes diplomáticas disseram que havia pouco mais que o governo sul-coreano poderia fazer além de realizar mais exercícios militares. Outra opção poderia ser suspender o envolvimento em um complexo industrial conjunto com o Norte.

O complexo de Kaesung, inaugurado em 2003, foi criado para servir como modelo de futura cooperação econômica entre os países e tem sido uma fonte lucrativa de moeda estrangeira para o Norte.

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