Coreia do Sul propõe encontro entre famílias separadas

A presidente da Coreia do Sul propôs nesta sábado que o país, em conjunto com a Coreia do Norte, promova um novo encontro entre as famílias separadas após a guerra que culminou com a divisão da ilha em dois países. No mês passado, as duas Coreias promoveram o primeiro encontro entre famílias separadas em mais de três anos.

Agência Estado

01 de março de 2014 | 10h41

"Há famílias separadas na Coreia do Norte também. Eu acredito que a Coreia do Norte

também deve aliviar a angústia e a dor de seu povo", disse Park Geun-hye, durante discurso.

A Coreia do Norte não respondeu imediatamente a proposta da presidente. Analistas dizem que o país tem sido relutante em aumentar o número de reuniões familiares devido a preocupações de que isso poderia ser uma oportunidade para a Coreia do Sul aumentar a sua influência e intervir no poder.

A proposta acontece em meio a uma nova onde tensão entre os dois países. Na quinta-feira, o Ministério de Defesa da Coreia do Sul disse a Coreia do Norte realizou o disparo de quatro mísseis de curto alcance no mar ao largo da costa leste da ilha. Os últimos disparos efetuados pela Coreia do Norte haviam ocorrido em maio de 2012.

A península coreana permanece oficialmente em guerra porque, em 1953, a Guerra da Coreia

terminou com um armistício e não com um tratado de paz. Milhões de pessoas foram, desde então, separadas pela maior fronteira do mundo, com os dois países proibindo os cidadãos comuns de visitar uns aos outros e trocar cartas, telefonemas e e-mails. Fonte: Associated Press.

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