Coreia do Sul realiza exercício militar na fronteira

A Coreia do Sul efetuou disparos de artilharia num exercício militar de 90 minutos a partir de uma ilha fronteiriça nesta segunda-feira e lançou jatos de combate para deter ataques depois de a Coreia do Norte ter advertido para uma retaliação catastrófica às manobras. Não há sinais de nenhuma resposta militar norte-coreana durante o exercício, disse um funcionário do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, falando sob condição de anonimato.

AE-AP/DOW JONES, Agência Estado

20 de dezembro de 2010 | 07h45

Os sul-coreanos evacuaram centenas de moradores próximos de sua tensa fronteira e enviaram para abrigos subterrâneos os habitantes das ilhas próximas às águas disputadas, em meio à escalada dos temores de uma guerra.

Os exercícios ocorreram cerca de um mês depois que a Coreia do Norte respondeu a manobras anteriores com o bombardeio da Ilha Yeonpyeong, matando dois marinheiros e dois civis em seu primeiro ataque contra alvos civis desde a Guerra das Coreias, na década de 50. O governo norte-coreano disse, na ocasião, que responderia ainda mais duramente a quaisquer novos exercícios realizados a partir da ilha, no Mar Amarelo.

Reunidos em Nova York, diplomatas das Nações Unidas não conseguiram encontrar uma solução para diminuir o temor de um novo conflito na península. Horas mais tarde, o ministra da Defesa da Coreia do Sul disse que os exercícios estavam em andamento em Yeonpyeong, um pequeno enclave de comunidades pesqueiras e bases militares a 11 quilômetros do litoral da Coreia do Norte.

Pouco antes do início dos exercícios, porém, a Coreia do Norte havia declarado ao negociador dos EUA, Bill Richardson, que aceita a volta ao país dos inspetores nucleares da ONU, como parte de um pacote de medidas para amenizar as tensões na península, segundo informou a rede de tevê CNN. De acordo com o correspondente Wolf Blitzer, a Coreia do Norte também aceitou que o combustível para o enriquecimento de urânio seja transportado para outro país, além de ter concordado com a criação de uma comissão militar e uma linha de comunicação direta entre as duas Coreias e os EUA. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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