Coreia do Sul rejeita pressão do Norte contra exercício militar

A Coreia do Sul rejeitou nesta sexta-feira uma cobrança da Coreia do Norte para acabar com os "provocativos" exercícios militares em conjunto com os EUA, alegando que não há intenção beligerante.

Reuters

17 de janeiro de 2014 | 09h51

Tradicionalmente a Coreia do Norte se queixa dos exercícios militares do Sul, que vê como prenúncio de uma invasão. Mas neste ano, Pyongyang também sugeriu medidas bilaterais para atenuar a tensão, incluindo uma moratória nos ataques verbais.

A Coreia do Sul realiza anualmente exercícios militares com os EUA. As edições deste ano estão programadas para fevereiro e março.

O ministro sul-coreano da Defesa, Kim Min-seok, disse a jornalistas que as atividades serão mantidas, e que a Coreia do Sul "é um Estado democrático, então não nos envolvemos em ataques preventivos".

A China, única aliada relevante da Coreia do Norte, disse que uma melhora nas relações entre as Coreias seria benéfica para ambos os países.

"Esperamos que ambos os lados possam expressar mutuamente suas boas intenções, adotar medidas práticas para melhorar as relações entre Norte e Sul e fazer esforços para levar o desenvolvimento da situação regional a uma direção estável", disse em Pequim o porta-voz da chancelaria, Hong Lei.

Analistas dizem que, apesar das ameaças, a Coreia do Norte não pode correr o risco de dar início a um confronto armado, já que quase certamente sairia derrotada.

Mas muitos observadores acreditam que o isolado regime comunista norte-coreano poderia novamente disparar um foguete de longo alcance ou testar uma arma nuclear. O país já testou três bombas atômicas, a última delas em fevereiro de 2013.

Outra possibilidade seria um ataque de artilharia contra o território sul-coreano, como ocorreu em 2010, o que poderia motivar uma retaliação de Seul e um conflito mais amplo.

(Reportagem de Ju-min Park; Reportagem adicional de Michael Martina, em Pequim)

Tudo o que sabemos sobre:
COREIASEXERCICIOMANTIDO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.