Coréia do Sul suspende ajuda a Pyongyang

O governo de Seul qualificou de "provocação intolerável" o teste nuclear realizado pela Coréia do Norte e ordenou a suspensão do envio de ajuda de emergência ao país comunista, como uma amostra de "firmeza" diante da grave situação. "Amanhã (terça-feira) deveria partir do porto sul-coreano de Donghae um navio com quatro mil toneladas de cimento, mas foi decidido atrasar oenvio devido às atuais circunstâncias", indicou um porta-voz do Ministério da Unificação da Coréia do Sul. Este foi o primeiro passo dado pelo governo de Seul após a notícia de que a Coréia do Norte tinhacumprido suas ameaças de realizar um teste nuclear. Em comunicado divulgado horas depois que foi noticiado o teste nuclear subterrâneo, e de a própria Coréia do Norte anunciar sua realização, ogoverno sul-coreano reiterou sua condenação da posse por Pyongyang de armas atômicas, e qualificou a manobra como uma"provocação intolerável". O comunicado foi o resultado da reunião do Conselho de Segurança Nacional da Coréia do Sul liderado pelo presidente do Roh Moo-hyun. Segundo manifestou o porta-voz presidencial, Yoon Tae-young, o governo sul-coreano "cooperará estreitamente com a comunidade internacional" e respalda a discussão do assunto de formaimediata no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O comunicado aponta que o teste nuclear "é um ato que rompe e anula de forma unilateral o acordo alcançado em 1991 entre as duas Coréias sobre uma península livre de armas nucleares". Porisso, ressaltou o porta-voz, "todas as responsabilidades recairão plenamente sobre a Coréia do Norte". O governo sul-coreano considera que o teste nuclear é uma grave ameaça para a península e para a estabilidade do Nordeste da Ásia, e "vaicontra a vontade internacional de manter uma península livre de armas atômicas e solucionar o problema nuclear de forma pacífica",acrescentou o comunicado. "O teste nuclear vai contra o comunicado conjuntoadotado em 19 de setembro do ano passado", durante a quarta rodada de conversas multilaterais de Pequim, e "desafia a resolução do Conselho de Segurança da ONU adotada em 15 de julho". Esta resolução condenou o lançamento dez dias antes pela Coréia do Norte de sete mísseis balísticos de testes no Mar do Japão,em violação à moratória assinada por esse país em 1999.

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