JEON HEON-KYUN/EFE/EPA
JEON HEON-KYUN/EFE/EPA

Coreia do Sul suspende aulas em Seul e se prepara para medidas mais restritivas contra covid-19

Japão, que também enfrenta novo pico da doença, suspende controverso programa de subsídio a viagens, que, segundo críticos, ajudou a espalhar o vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 08h01

SEUL — A Coreia do Sul ordenou o fechamento de escolas a partir de terça-feira na capital, Seul, e arredores, enquanto luta contra seu pior surto de coronavírus desde o início da pandemia, ultrapassando o pico anterior em fevereiro. As aulas serão oferecidas on-line até o final do mês.

O fechamento de escolas é um passo em direção à imposição das regras de distanciamento social da fase 3, quando apenas trabalhadores essenciais teriam permissão para ir aos escritórios e as reuniões seriam limitadas a menos de 10 pessoas.

O primeiro-ministro Chung Sye-kyun disse que tal medida requer uma revisão cuidadosa, já que o governo está sob crescente pressão para fazer mais para reduzir o aumento das infecções.

“O governo não hesitará em tomar a decisão de atualizar para a fase 3 se for considerado necessário, visto que leva em consideração as opiniões de ministérios relacionados, governos locais e especialistas”, disse ele em uma reunião de autoridades de saúde, de acordo com uma transcrição de seu escritório.

A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) relatou nesta segunda-feira 718 novos casos de coronavírus, abaixo do aumento diário recorde de 1.030 no dia anterior. Dos novos casos, 682 foram transmitidos localmente, informou.

A maioria dos novos casos ocorreu em Seul, a cidade portuária vizinha de Incheon, e na província de Gyeonggi, onde vivem mais de 25 milhões de pessoas.

O governo lançou um grande esforço de rastreamento envolvendo centenas de soldados, policiais e funcionários para ajudar a rastrear os portadores do vírus. Mas as autoridades de saúde disseram que a recente onda de infecções se concentra principalmente em reuniões de amigos e parentes, o que limita a eficácia das regras de distanciamento social.

Já o Japão, que também enfrenta um aumento de casos de coronavírus, decidiu suspender o controverso programa de subsídio a viagens Vá viajar, criado para incentivar o turismo doméstico e apoiar as empresas. Críticos disseram que encorajar as pessoas a viajar ajudou a espalhar infecções.

O Japão notificou mais de 3 mil novos casos no sábado, outro recorde com o início do inverno, com infecções piorando em Tóquio, na ilha de Hokkaido e na cidade de Osaka.

Poucos países asiáticos esperam receber quantidades significativas de vacinas contra o coronavírus nas próximas semanas, já que ainda preparam os cronogramas de distribuição, dão tempo para verificar quaisquer efeitos colaterais da inoculação em outros lugares ou realizam seus próprios testes de estágio final.

Em vez disso, eles estão contando com os métodos que mantiveram as infecções sob controle durante meses — testes, restrições de viagens rigorosas, distanciamento social estrito e máscaras./Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.