Jeon Heon-Kyun/Efe
Jeon Heon-Kyun/Efe

Coreia do Sul suspende envio de ajuda humanitária para Coreia do Norte

Assistência de Seul, a primeira custeada desde 2008, era vista como um sinal de reatamento na Península da Coreia

Efe

24 de novembro de 2010 | 02h05

SEUL - O governo sul-coreano decidiu nesta quarta-feira, 24, suspender o envio da ajuda humanitária prometida à Coreia do Norte após as inundações que o país vizinho sofreu em agosto, como resposta ao ataque norte-coreano, na terça-feira, a uma ilha fronteiriça da Coreia do Sul.

 

Veja também:

video Vídeo: Veja imagens do ataque norte-coreano

blog Radar Global: O armistício de Pan-Mun-Jon

 especialInfográfico: As origens do impasse na península coreana

listaEntenda a crise entre os dois países 

Em outubro, o governo de Seul fez um primeiro envio de 5.000 toneladas de arroz e 3.000 toneladas de cimento à Coreia do Norte para atenuar os efeitos das inundações, mas ainda estava previsto o envio de 7.000 toneladas de cimento e material médico.

A assistência era a primeira custeada pelo governo de Seul desde que Lee Myung-bak assumiu a Presidência, em fevereiro de 2008, com uma política de linha dura em relação a Pyongyang.

A ajuda enviada até o momento fora destinada à cidade norte-coreana de Sinuiju, na fronteira com a China, uma das zonas mais afetadas pelas chuvas torrenciais de agosto.

A assistência de Seul era vista como um sinal de reatamento entre as duas Coreias após o afundamento, em março, da embarcação sul-coreana Cheonan, que causou a morte de 46 tripulantes, incidente do qual o regime de Pyongyang é acusado.

Após receber o primeiro carregamento de ajuda, a Coreia do Norte solicitou que Seul aumentasse o envio para 500 mil toneladas de arroz e 300 mil toneladas de adubo.

O aumento da assistência foi uma condição para que Pyongyang concordasse em que fossem mais frequentes os encontros entre as famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-53).

O ataque à ilha de Yeonpyeong causou a morte de dois militares sul-coreanos e deixou outras 18 pessoas feridas, sendo três civis.

A Coreia do Sul já suspendeu a reunião entre a Cruz Vermelha das duas Coreias, prevista para acontecer nesta semana e proibiu que seus habitantes viajem ao complexo industrial conjunto de Kaesong, na Coreia do Norte.

Texto atualizado às 03h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.