Coréia do Sul usa economia para ameaçar o Norte

A Coréia do Sul advertiu que o aumento das tensões com a Coréia do Norte, devido à questão nuclear, afetará os projetos conjuntos potencialmente benéficos aos norte-coreanos, que tanto necessitam de investimentos. A advertência do ministro sul-coreano de Unificação, Jeong Se-hyun, indica uma posição mais dura de Seul com relação a Pyongyang, que já sofre pressões de Estados Unidos, Japão e Austrália para não desenvolver armas nucleares."Se a situação nuclear se agravar, isso inevitavelmente afetará os intercâmbios e a cooperação entre as Coréias do Norte e do Sul", disse Jeong nesta sexta-feira.Jeong afirmou que a Coréia do Sul está disposta a trabalhar na reconciliação política e na cooperação econômica com a Coréia do Norte, tal como ficou estabelecido em uma reunião de cúpula realizada há três anos. No entanto, ele acrescentou que as tensões nucleares deverão diminuir antes que tais processos possam continuar.Enquanto isso, a Coréia do Norte pediu ao vizinho do sul que trabalhe com Pyongyang pela reunificação pacífica da península dividida, "sem confiar em estrangeiros". Kim Yong Sun, um importante assessor do líder norte-coreano Kim Jong-Il, fez o apelo às vésperas do terceiro aniversário da cúpula intercoreana, no domingo.Desde a reunião de cúpula, as Coréias do Norte e do Sul engajaram-se numa política de reconciliação. No entanto, a política foi colocada em xeque em outubro último, quando o governo americano acusou funcionários norte-coreanos de terem reconhecido a existência de um programa nuclear secreto, em violação a um acordo assinado em 1994.

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