Coreia lamenta morte de Kim

Ex-presidente levou Nobel da Paz

NYT e AP, SEUL, O Estadao de S.Paulo

19 de agosto de 2009 | 00h00

Kim Dae-jung, ex-presidente da Coreia do Sul e vencedor do Nobel da Paz em 2000, morreu ontem, em Seul, aos 85 anos. Kim foi o símbolo da luta pela democracia na Coreia do Sul e representava o sonho da reunificação com a Coreia do Norte. Filho de camponeses, católico, foi preso várias vezes pelos militares sul-coreanos e chegou a viver exilado no Japão e nos EUA. De volta à Coreia do Sul, nos anos 90, fundou um novo partido político e se tornou presidente, em 1997. Em 2000, Kim visitou Pyongyang e se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, na primeira reunião de cúpula entre as duas Coreias. O encontro levou a um relaxamento sem precedentes nas tensões entre os dois países. A política de aproximação foi batizada de "Sunshine Policy". Graças a ela, as duas Coreias construíram rodovias, ferrovias e um parque industrial em conjunto. Kim deixou o cargo em 2003, frustrado com o fracasso de sua política externa.O ex-presidente morreu de ataque cardíaco. Os funcionários do hospital onde ele estava internado, desde o dia 13 de julho, com pneumonia, não tentaram reanimá-lo. "Preferimos deixá-lo ir em paz", disse o chefe do hospital, Park Chang-il.

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