Coreias comemoram 65 anos da libertação da península em conflito

Pyongyang ameaçou Seul com 'o mais severo dos castigos' por exercícios militares conjuntos

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2010 | 16h54

Veteranos sul-coreanos da Guerra da Coreia protestam contra Coreia do Norte    

 

 SEUL- A Coreia do Sul pediu neste domingo, 15, o fim das provocações de sua vizinha do norte depois que Pyongyang ameaçou Seul com "o mais severo dos castigos" pelos exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos. Previstos para recomeçarem na segunda-feira, as manobras de grande escala terão duração de 10 dias com a participação de um total de 56 mil soldados sul-coreanos e 30 mil militares americanos.

As relações entre os dois países são tensas desde que em março deste ano, quando um navio de guerra sul-coreano foi afundado e deixou 46 mortos. Seul e Washington responsabilizaram Pyongyang pelo ataque, após uma investigação internacional.

Em um discurso de celebração aos 65 anos de libertação da península do regime colonial japonês, o presidente sul-coreano Lee Myung-bak, afirmou que Pyongyang precisa enfrentar a realidade, fazer uma mudança corajosa e tomar uma decisão drástica. "As duas Coreias devem superar o atual estado de divisão e avançar rumo ao objetivo de uma reunificação pacífica", frisou Lee.

Pyongyang por sua vez advertiu que o exército e o povo do Norte infligiriam o "mais severo castigo" a Seul pelas manobras militares conjuntas, "como já decidiu e anunciou no país e no exterior", destacou um comandante do exército norte-coreano, citado pela imprensa oficial.

Os exercícios que começam na segunda-feira integram uma série planejada por Seul após o afundamento do "Cheonan". O general Walter Sharp, que comanda os soldados norte-americanos na Coreia do Sul, descreveu as manobras como "um dos maiores exercícios militares conjuntos do mundo".

O presidente sul-coreano revelou neste domingo um mapa do caminho de vários passos para uma reunificação, começando pela criação de uma "comunidade de paz", depois que a península estiver livre das armas nucleares. O segundo passo seria desenvolver a economia do Norte e formar uma comunidade econômica, com o objetivo de alcançar uma integração.

Para financiar a cara reunificação, Lee propôs a criação de um imposto especial, já que um estudo encomendado pelo Parlamento sul-coreano calculou os custos em até 1,3 bilhão de dólares. As informações são da Dow Jones.

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