Coreias concordam em negociar sobre parque industrial

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul concordaram hoje em se reunir no próximo mês para discutir o parque industrial conjunto dos dois países. É um anúncio promissor para o futuro de um projeto considerado o exemplo mais importante de cooperação bilateral.

AE-AP, Agencia Estado

21 de janeiro de 2010 | 14h43

O complexo industrial na cidade norte-coreana de Kaesong, perto da fronteira entre as duas nações, foi criado durante um período de melhoria das relações. Mais de cem fábricas sul-coreanas empregam 42 mil trabalhadores norte-coreanos. Com isso, as companhias dispõem de uma mão-de-obra barata, enquanto Pyongyang obtém uma nova fonte de renda.

As tensões entre os dois países, porém, lançaram dúvidas em 2008 e 2009 sofre o futuro do complexo. A Coreia do Norte restringiu bastante o tráfego pela fronteira em dezembro de 2008, dificultando que as empresas sul-coreanas atuassem na área. Em junho, Pyongyang exigiu que os salários dos trabalhadores fossem quadruplicados, mas posteriormente reduziu a exigência para 5%.

A Coreia do Norte, enquanto isso, enfrenta um impasse com a comunidade internacional por causa de seu programa nuclear. As sanções contra o país foram endurecidas, após os norte-coreanos fazerem um teste nuclear e lançamentos de um míssil e foguetes.

Negociações

Pyongyang fez alguns gestos conciliatórios para Estados Unidos e Coreia do Sul nos últimos meses. O país se reuniu com funcionários sul-coreanos em uma visita conjunta a parques industriais na China e no Vietnã, em dezembro, para encontrar formas de desenvolver o complexo de Kaesong.

Funcionários dos dois governos se reuniram durante dois dias nesta semana em Kaesong para avaliar as visitas e lançar as bases para reuniões de trabalho. Na segunda-feira, a Coreia do Norte divulgou declarações reiterando a exigência de que terminem as sanções internacionais contra o país por seu programa nuclear.

No ano passado, Pyongyang abandonou as conversações sobre o tema nuclear com China, Japão, Rússia, Coreia do Sul e EUA, após ser condenada internacionalmente por fazer um teste com um míssil de longo alcance.

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