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Coreias concordam em realizar reunião de famílias em outubro, diz governo sul-coreano

Serão dois encontros em um resort perto da fronteira militarizada entre os dois países

O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2015 | 18h28

SEUL - As famílias separadas seis décadas atrás pela Guerra da Coreia vão se reunir em outubro perto da fronteira fortificada entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, em Panmunjon, como parte de um acordo alcançado entre os dois lados nesta terça-feira, informou um comunicado sul-coreano. 

O acordo para a realização das reuniões, que serão as primeiras desde fevereiro de 2014, quando 70 famílias tiveram um emotivo encontro, ocorreu depois de uma negociação para o fim de umrecente confronto armado na área da fronteira.

"O Sul e o Norte compartilham a visão de que vamos trabalhar para resolver fundamentalmente as questões humanas", disse o Ministério da Unificação da Coreia do Sul, citando o acordo fechado após quase 24 horas de negociações entre funcionários da Cruz Vermelha de ambos os lados na vila de Panmunjom, na fronteira. 

Os encontros serão realizados entre 20 e 26 de outubro no resort de Monte Kumgang, no lado norte da fronteira, mesmo local das reuniões anteriores, com 100 participantes de cada país. 

Cerca de 130 mil sul-coreanos que procuram membros da família na Coreia do Norte estão registrados no governo em Seul desde 1988, mas apenas cerca de 66 mil ainda estão vivos, com 70 anos ou mais, de acordo com dados do Ministério da Unificação. 

Críticos dizem que o programa da reunião funciona muito lentamente e envolve poucas famílias. Muitos idosos de ambos os lados morrem antes de que possam se reencontrar com os parentes. A Coreia do Sul negocia as reuniões como uma prioridade, mas o Norte tem sido relutante. 

Em meio ao acordo de terça-feira foram solicitadas mais conversações para pavimentar o caminho para outras reuniões, além das agendada para o próximo mês. 

A Coreia do Norte e a do Sul permaneceram tecnicamente em estado de guerra desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com uma trégua, em vez de um tratado de paz. / REUTERS

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