Lee Jin-man/Reuters
Lee Jin-man/Reuters

Coreias discutirão questões nucleares na quarta-feira

Reunião será a segunda sobre o assunto em três meses; sul-coreanos exigem desarmamento

Agência Estado

19 Setembro 2011 | 14h15

SEUL - Importante enviados da Coreia do Sul e da Coreia do Norte vão se reunir em Pequim na quarta-feira para uma segunda rodada de conversações, que tem como objetivo a retomada das negociações sobre o desarmamento norte-coreano, informou nesta segunda-feira, 19, o Ministério de Relações Exteriores de Seul.

 

Mas o Ministério não divulgou maiores detalhes sobre o encontro entre o negociador-chefe de Seul, Wi Sung-lac, e seu colega norte-coreano, Ri Yong Ho, que será a segunda reunião em três meses.

 

A Coreia do Norte abandonou formalmente o tortuoso processo, envolvendo seis países, em abril de 2009, um mês antes de realizar seu segundo teste nuclear, que atraiu críticas em todo o mundo e novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

A perspectiva da retomada do diálogo tem sido ofuscada pelas crescentes tensões na península coreana, depois de Sul ter acusado do Norte por dois ataques sangrentos no ano passado.

 

Mas o fato de Pyongyang ter divulgado em novembro do ano passado a existência de uma instalação de enriquecimento de urânio - que pode dar ao país uma segunda alternativa para a construção de armas atômicas - levou à urgência na retomada das negociações entre as seis partes envolvidas: as duas Coreias, a China, os Estados Unidos, o Japão e a Rússia.

 

Wi e Ri se reuniram na ilha indonésia de Bali em julho, encontro seguido por uma reunião entre representantes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte em Nova York. Mas enquanto Pyongyang quer a rápida retomada das conversações "sem precondições", a Coreia do Sul e os Estados Unidos exigem ações prévias efetivas em relação ao desarmamento e não apenas palavras.

 

"Não podemos seguir com as conversações de seis partes quando o programa nuclear norte-coreano está instalado e em funcionamento", disse Wi aos jornalistas no mês passado, acrescentando que era "muita ambição" esperar que o fórum de países seja reaberto nos próximos meses. As informações são da Dow Jones.

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