Jonas Ekstromer/TT via AP
Jonas Ekstromer/TT via AP

Coreias do Norte e do Sul vão jogar juntas Mundial de tênis de mesa

Jogadoras das duas equipes rejeitaram possibilidade de se enfrentar na final do Mundial na Suécia e decidiram, com apoio da Federação Internacional, se unir para as semifinais; formação enfrentará na sexta-feira o Japão, que venceu a Ucrânia

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 14h44

HALMSTAD, SUÉCIA - As jogadoras das equipes de tênis de mesa da Coreia do Norte e da Coreia do Sul rejeitaram a possibilidade de se enfrentarem na final do Mundial por equipes de Halmstad, na Suécia, nesta quinta-feira, 3, e decidiram se unir para as semifinais, com o apoio da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, em inglês).

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"Ambas as equipes não queriam se enfrentar por uma vaga na semifinal. As conversações terminaram com um acordo entre os líderes das seleções da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, validado pela ITTF, de apresentar uma equipe coreana unida nas semifinais", explicou a ITTF em comunicado.

"Quando informei a situação à junta diretiva da Federação Internacional, os delegados concederam moção unânime, em apoio a este fato histórico", disse, em comunicado, o presidente da entidade internacional da modalidade, Thomas Weikert. Esta formação jogará a semifinal na sexta-feira contra o vencedor o Japão, que venceu o duelo contra a Ucrânia por 3 a 0.

A ação representa uma nova prova da aproximação entre os dois países, que desfilaram juntos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, em fevereiro e disputaram com uma equipe unida a modalidade de hóquei no gelo.

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O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, se reuniu com o líder norte-coreano Kim Jong-un em um encontro de cúpula histórico na última sexta-feira, na qual concordaram trabalhar pela paz permanente e desnuclearização completa da península coreana.

Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a pisar no Sul desde 1953, quando um armistício acabou com a guerra entre os dois países, mas um acordo de paz não foi assinado desde então. / AFP e EFE

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