Coréias do Sul e do Norte falarão à ONU sobre naufrágio

As Coreias do Norte e do Sul vão falar separadamente na segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU a respeito do naufrágio de uma corveta sul-coreana, em março, que elevou o grau de tensão entre os dois países vizinhos, disse uma fonte oficial na segunda-feira.

JACK KIM, REUTERS

14 de junho de 2010 | 09h05

Uma investigação internacional concluiu que o Norte torpedeou sua corveta Cheonan, matando 46 militares. A Coreia do Norte acusa o Sul de ter "inventado" o ataque.

Já se esperava que o Sul se pronunciasse nesta semana, e então o Norte pediu ao México, que preside o Conselho neste mês, para também se dirigir ao grupo, segundo relato feito em Seul por um porta-voz da chancelaria sul-coreana. "É nossa compreensão que tal oportunidade foi concedida", disse ele.

O crescente antagonismo entre as Coreias assusta os investidores, temerosos de um conflito armado na região. Muitos analistas, no entanto, duvidam que ocorra uma guerra, apesar das frequentes ameaças do Norte nesse sentido. Eles veem, no entanto, a possibilidade de novas escaramuças perto das fronteiras naval e terrestre.

A Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de violar o espírito de uma histórica declaração conjunta adotada há dez anos pelos dois governos, prometendo a paz. Mas, após um período de reaproximação, as relações voltaram a ficar ruins sob o governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que cortou a ajuda ao miserável Norte ao tomar posse, em 2008, como forma de pressionar Pyongyang a abandonar seu programa nuclear. A medida irritou o regime comunista norte-coreano.

O ministério sul-coreano da Unificação disse que o Norte precisa admitir seu envolvimento no incidente naval e pedir desculpas, caso deseje a retomada das relações.

A Coreia do Norte diz que as acusações são parte de uma conspiração comandada pelos EUA.

(Reportagem adicional de John Ruwitch)

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