Kim Do-hun/Yonhap via AP
Kim Do-hun/Yonhap via AP

Coreias do Sul e do Norte trocam disparos na fronteira, diz Seul

Primeiro confronto armado em cinco anos entre os dois lados não deixou feridos; sul-coreanos dizem ter respondido a ataque do Norte

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 08h34

SEUL - As Coreias do Norte e do Sul trocaram disparos na fronteira nesta quinta-feira, 20, mas não há registrao de feridos ou danos. Seul afirma ter atacado depois de o regime de Kim Jong-un descarregar uma rodada de artilharia em direção à fronteira sul-coreana da Região Desmilitarizada (DMZ).

A Coreia do Norte disparou em direção ao território sul-coreano a poucos metros da fronteira na parte oeste da DMZ, sem deixar feridos, às 15h25 (3h25 em Brasília), disse à agência Efe um porta-voz da Defesa sul-coreano.

A ação do Exército Popular norte-coreano foi respondida pelas Forças Armadas da Coreia do Sul com o disparo de projéteis de 155 milímetros na direção da fonte de projetil vindo do Norte, informou o Ministério da Defesa sul-coreano.

Esse é o primeiro embate entre os dois lados há cinco anos. 

A Coreia do Sul deu uma ordem de retirada aos civis da área próxima a DMZ e elevou a preparação militar diante da possibilidade de uma escalada do conflito, acrescentou o porta-voz de Defesa de Seul.

"Nossos militares reforçaram o monitoramento e estão observando de perto os movimentos militares da Coreia do Norte", afirmou em comunicado o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Os disparos do Norte estavam dirigidos contra os alto-falantes colocados por Seul usados para divulgar mensagens do governo.

A troca de tiros entre Norte e Sul ocorreu em uma fase de maior tensão entre as duas Coreias. No dia 4, dois soldados sul-coreanos ficaram feridos na explosão de três minas terrestres. Pyongyang negou a responsabilidade nesse incidente, mas Seul culpa o regime norte-coreano e, em resposta, retomou as emissões de propaganda para a Coreia do Norte com grandes sistemas de alto-falantes na fronteira. Na ocasião, a Coreia do Norte ameaçou atacar os aparelhos. /EFE, NYT e REUTERS 

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