Coreias fazem hoje reunião sobre fronteira

A Coreia do Sul e a Coreia do Norte realizarão hoje a primeira reunião militar em dois anos, convocada a pedido do governo do ditador Kim Jong-il, que nesta semana começou a pavimentar o caminho para seu filho mais novo, Kim Jong-un, o suceda no comando do país.

Cláudia Trevisan CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

Fontes do Ministério das Relações Exteriores em Seul disseram à agência de notícias Yonhap que a Coreia do Norte sugeriu o encontro para discutir a demarcação da fronteira marítima ao oeste da Península Coreana, onde ocorreram confrontos navais entre os dois países em 1999, 2002 e 2009.

Em março, 46 marinheiros sul-coreanos morreram quando o navio de guerra Cheonan da Coreia do Sul afundou. Seul sustenta que o navio foi atingido por um torpedo norte-coreano, acusação rejeitada por Pyongyang.

O acidente agravou o confronto entre os dois lados da península. Do lado sul-coreano, o ataque ao Cheonan será o principal item da agenda da reunião de hoje, realizada em Panmunjom, na fronteira.

Integrantes do governo sul-coreano mostraram-se céticos em relação ao encontro, segundo a agência Yonhap. Na visão deles, a Coreia do Norte segue um padrão de agir de maneira provocativa e, em seguida, propor diálogo para obter concessões.

O partido único da Coreia do Norte encerrou na terça-feira seu primeiro congresso em 30 anos, convocado com a tarefa de eleger a "liderança suprema" do país. O filho mais novo de Kim Jong-il foi nomeado general de quatro estrelas, vice-presidente da Comissão Militar Central e membro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores.

"Como membro do Comitê Central, Kim Jong-un poderá ser eleito a qualquer momento para o Politburo e o Comitê Permanente do Politburo, sem necessidade de convocação de um congresso", observou Paik Hak-soon, do Instituto Sejong, da Coreia do Sul.

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