Coréias formalizam reinício de reconciliação

As duas Coréias formalizaram nesta quarta-feira, através de uma declaração conjunta, a decisão de dar um novo impulso a seu atribulado processo de reconciliação, anunciando a retomada de negociações sobre vários assuntos e o reinício das reuniões de famílias divididas entre o Norte e o Sul. Um porta-voz do governo sul-coreano manifestou sua esperança de que tais progressos melhorem as perspectivas de diálogo entre a Coréia do Norte e os EUA, o principal aliado do Sul. O Norte comunista disse que aceitará a visita de um enviado americano, embora tenha ameaçado na terça-feira retirar-se de um acordo nuclear com Washington assinado em 1994. Os negociadores do Sul não conseguiram, no entanto, um dos seus objetivos mais buscados: uma data para as conversações militares que permitam reiniciar a construção de uma ferrovia transfronteiriça interrompida pouco antes da Guerra da Coréia (1950- 1953). Após um atraso de sete horas que a imprensa sul-coreana atribuiu a discussões sobre esse tema, a Coréia do Sul divulgou uma declaração conjunta anunciando que ambas as partes concordaram em manter conversações sobre temas militares "em uma data próxima". Entretanto, as autoridades sul-coreanas admitiram que a versão norte-coreana da reunião diz que "recomendaram" manter conversações militares. Os analistas consideraram isto um indício de que os delegados norte-coreanos não têm autorização suficiente para decidir sobre questões militares. A declaração de 10 pontos enumera as datas para uma série de contatos oficiais nos próximos dois meses, incluindo outra série de conversações em nível de gabinete entre 19 e 22 de outubro em Pyongyang. Muitos dos planos haviam sido traçados antes de as relações mútuas se deteriorarem no ano passado; daí por diante, houve apenas novas iniciativas. "Consideramos que o acordo em várias conversações reforçará as relações entre os dois países e ajudará a aprofundar a cooperação e a reconciliação", disse Rhee Bong-jo, um porta-voz do governo sul-coreano. "Espera-se que o progresso nas conversações afete positivamente a retomada do diálogo entre a Coréia do Norte e os EUA".

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