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Coreias não chegam a acordo sobre reabertura da Kaesong

Sul quer medidas que evitem um novo fechamento do complexo e Norte repetiu antigas reclamações

Agência Estado

15 de julho de 2013 | 09h09

SEUL - Representantes das Coreias do Sul e do Norte se reuniram nesta segunda-feira, 15, pela terceira vez neste mês, mas, novamente, não conseguiram chegar a um acordo sobre a reabertura do parque industrial de Kaesong, um símbolo da cooperação entre os dois países fechado por Pyongyang em abril. As partes devem se encontrar novamente nesta quarta-feira.

O complexo industrial foi aberto em 2004 na cidade fronteiriça norte-coreana de Kaesong durante um período de reaproximação entre as duas nações, mas as operações foram interrompidas em abril deste ano, quando houve um aumento das tensões após a Coreia do Norte realizar um teste nuclear em fevereiro e as manobras militares conjuntas entre Coreia do Sul e Estados Unidos realizadas na região.

As duas Coreias concordaram recentemente com a reabertura do complexo. Pyongyang começou a demonstrar sinais de interesse na diplomacia após semanas de retórica ameaçadora em março e abril.

Delegados dos dois países se reuniram nesta segunda-feira em Kaesong para discutir detalhes sobre como reabrir o parque industrial, mas a reunião terminou sem avanços.

A Coreia do Sul quer medidas que evitem a possibilidade de outro fechamento de Kaesong e a Coreia do Norte repetiu suas antigas reclamações, disse delegado chefe sul-coreano Kim Kiwoong aos jornalistas após o final do encontro, segundo informações da mídia sul-coreana.

Pyongyang já havia pedido que a Coreia do Sul encerrasse seus exercícios militares conjuntos com os EUA e que parasse com o que chama de insultos contra sua liderança.

O complexo, que mistura capital e gestão sul-coreanos com mão-de-obra norte-coreana barata, era o último símbolo remanescente da cooperação entre os dois países. Outros projetos de reaproximação, como a reunião de famílias separadas pela guerra e viagens às montanhas norte-coreanas foram paralisados em razão das recentes animosidades.

As duas Coreias continuam divididas pela fronteira mais fortificada do mundo. A guerra de três anos entre os dois países terminou em um armistício e não com um tratado de paz, em 1953./ AP

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