Coreias negociarão novas reuniões familiares

Representantes das Coreias do Norte e do Sul concordaram em se reunir esta semana para organizar as primeiras reuniões de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953) em mais de três anos, informaram hoje os governos dos dois países.

AE, Agência Estado

03 de fevereiro de 2014 | 10h09

Dez dias atrás, a Coreia do Norte concordou em retomar as reuniões familiares e pediu à Coreia do Sul que escolhesse as datas. Seul então propôs negociações para ajustar os detalhes entre 17 e 22 de fevereiro. Pyongyang, porém, ficou em silêncio por uma semana, o que levou a queixas de autoridades sul-coreanas.

A Coreia do Norte rompeu o silêncio nesta segunda-feira ao enviar uma mensagem na qual propôs que os preparativos fossem negociados em reunião na quarta ou na quinta-feiras desta semana em uma cidade na fronteira entre os dois países, informou o Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

Pyongyang voltou a deixar o dia exato a critério de Seul. A Coreia do Sul optou então pela quarta-feira e a Coreia do Norte aceitou, prosseguiu o ministério.

Kim Eui-do, porta-voz ministerial sul-coreano, disse que a intenção é realizar as novas reuniões familiares o mais rápido possível.

O programa de reuniões familiares é um dos diversos projetos de cooperação entre as duas Coreias paralisados por causa do aumento da tensão bilateral nos últimos anos.

As reuniões familiares possuem uma elevada carga emocional porque a maioria dos participantes tem 70 anos ou mais e quer ver seus entes queridos pelo menos uma vez mais antes de morrer.

Milhões de coreanos foram separados de suas famílias pela Guerra da Coreia, suspensa por um armistício, sem que as partes tivessem chegado a um acordo de paz. Tecnicamente, os dois países continuam em guerra, apesar de a fase bélica ter-se encerrado em 1953. As Coreias do Norte e do Sul são separadas por uma barreira militarizada e cidadãos comuns são proibidos de trocar cartas, telefonemas e e-mails. Fonte: Associated Press.

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