AFP PHOTO / South Korean Unification Ministry
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Coreias podem construir conexão ferroviária entre os dois países

Acordo prevê ajuda de Seul para modernizar linhas de trem norte-coreanas

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2018 | 03h20

SEUL - A Coreia do Sul poderá modernizar as linhas de trem norte-coreanas para uma futura conexão ferroviária entre os dois países, segundo um acordo alcançado pelos dois governos e detalhado pelos veículos de imprensa de Pyongyang.

Em reunião realizada na terça-feira, 26, na fronteira entre os dois países tecnicamente ainda em guerra, foi acordado realizar um estudo conjunto de viabilidade que começará no próximo mês para adaptar as linhas férreas em má conservação da Coreia do Norte.

"Durante as negociações, os dois lados discutiram os aspectos práticos relacionados com a reconexão, modernização e uso das ferrovias nas costas leste e oeste", destacou nesta quarta-feira, 27, a agência estatal norte-coreana "KCNA".

Como resultado do acordo, o estudo conjunto de assessoria começará no próximo dia 24 na parte norte-coreana da linha que - antes da divisão da península - unia Seul à cidade de Sinuiju, na fronteira com a China. Depois, os estudos se centrarão no flanco leste norte-coreano, na linha que une o Monte Kumgang, perto da fronteira com o Sul, com a cidade chinesa de Tumen, fronteira com a Coreia do Norte.

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Este acordo responde à reaproximação e a melhoria de laços acordados na cúpula do mês de abril pelo presidente do Sul, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O degelo entre os dois países reabriu a possibilidade que os vizinhos reconectem suas redes ferroviárias, o que, aproveitando as linhas da China e da Transiberiana russa, permitiriam praticamente unir a Europa com a península coreana através da ferrovia.

No entanto, para que estes projetos se tornem realidade, um levantamento das sanções internacionais que pesam sobre o regime norte-coreano deve ocorrer de antemão, o que está ligado aos avanços norte-coreanos no desmantelamento do seu programa nuclear, inicialmente acordado com os EUA na recente cúpula de Singapura. /EFE

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