Coréias prosseguem diálogo com sinais de avanço

Os representantes das Coréias do Norte e do Sul disseram ter mantido hoje uma segunda rodada de conversações produtivas sobre vários projetos, entre eles o da reunificação das famílias separadas pela guerra de 1950 a 1953. No entanto, perto do local do encontro, em Seul, dezenas de manifestantes sul-coreanos queimaram uma bandeira norte-coreana. "Tudo vai bem", disse Kim Ryong Song, chefe da delegação da Coréia do Norte, ao término do encontro que durou uma hora e 20 minutos. O porta-voz da delegação sul-coreana, Rhee Bong-jo, disse que o encontro ocorreu em um clima agradável e que as duas partes mantiveram conversações objetivas, em lugar de discussões. Diante do hotel que sediou os encontros, cerca de 100 ex-combatentes da Guerra da Coréia e seus partidários queimaram uma grande bandeira norte-coreana. Os manifestantes exigiram que a agenda das conversações inclua a situação de dezenas de milhares de sul-coreanos que, segundo afirmam, foram seqüestrados pela Coréia do Norte durante e depois da guerra coreana. A política de abertura do presidente sul-coreano Kim Dae-jung para dialogar com a Coréia do Norte foi criticada por alguns setores. "Não limpem as botas militares de Kim Jong", dizia outro cartaz, em referência ao líder comunista. Esses críticos sustentam que o governo sul-coreano foi generoso demais com as exigências norte-coreanas. Entre os temas da agenda em discussão figuram intercâmbios esportivos e a construção de uma linha ferroviária transfronteiriça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.