Coreias reúnem-se após quase dois anos

Mesmo morto, Kim Dae-jung continua a contribuir pelas relações entre as Coreias do Norte e do Sul. Ontem, horas antes do funeral do ex-presidente sul-coreano vencedor do Prêmio Nobel da Paz, um grupo de oficiais da Coreia do Norte visitou o lado Sul para prestar suas condolências ao presidente Lee Myung-bak, em mais um movimento de aproximação diplomática depois da abertura da fronteira. .Pela primeira vez em quase dois anos, Lee recebeu uma mensagem do presidente norte-coreano, Kim Jong II, que expressava a esperança de boas relações entre as Coreias, por meio de um diálogo "sério e amigável", como divulgou o porta-voz da presidência sul-coreana. Kim Dae-jung, que morreu por complicações de uma pneumonia na quinta-feira, aos 85 anos, era respeitado nos dois lados da fronteira. Como presidente da Coreia do Sul de 1998 a 2003, implementou a "Política Raio de Sol", que consistia em uma série de investidas pela reconciliação com o Norte isolado. A morte do conciliador no Sul acontece em uma fase de investidas de aproximação da Coreia do Norte, depois de uma temporada de isolamento, más relações internacionais e testes nucleares desafiadores. Agora, o Estado comunista do Norte se mostra receptivo ao turismo de negócios entre as Coreias.Os reais motivos da atual cordialidade de Kim Jong II, de 67 anos, ainda são obscuros na Coreia do Sul e no cenário internacional. Analistas especulam que esse movimento seja uma preparação para a transferência do poder a seu terceiro filho, Kim Jong Un, de apenas 26 anos.

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