Coréias trocam correspondência desde divisão

Na primeira entrega de correpondênciaentre cidadãos dos dois países, as Coréias do Norte e do Sultrocaram hoje 300 cartas cada uma através de sua fronteirafortemente armada. "Eu gostaria de poder encontrá-la, meu amor", escreveuKim Kyong-bin, de 79 anos, para sua primeira mulher que vive naCoréia do Norte, da qual el foi separado em meio ao caos criadocom o bombardeio aéreo liderado pelos EUA durante a Guerra daCoréia (1950-1953). "Se eu fosse um pássaro, eu gostaria de voar e pousarno galho de uma árvore em nosso jardim e deixar meu coraçãotransbordar", escreveu Kim para sua amada Song Il Soon, de 73anos. A troca de correspondência na fronteira da cidade dePanmunjom foi a primeira desde que a Pinínsula Coreana foidividida entre o Norte comunista e o Sul pró-ocidental em 1945. Os funcionários disseram que o evento não foi marcadopor nenhuma cerimônia, e que não foi aberto para a imprensa apedido da Coréia do Norte. As cartas foram escritas por 300 pessoas, em cada umadas duas Coréias, para parentes do outro lado da fronteira queeles não vêem desde a guerra. A fronteira entre as duas Coréias continua fechada,guardada por cerca de 2 milhões de soldados dos dois lados. Nãoexiste comunicação telefônica, pelo correio ou por outros meiosdiretos entre os cidadãos comuns. Mas as relações intercoreanas melhoraram desde que oslíderes dos dois países se encontraram pela primeira vez emjunho e concordaram em trabalhar juntos pela reconciliação ereunificação. Desde então, eles realizaram reuniões temporárias de umtotal de 300 familiares separados de cada lado.

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