Coreias trocaram tiros, diz governo sul-coreano

Disparos entre soldados na fronteira eleva tensão na região, a duas semanas de reunião do G20 em Seul.

BBC Brasil, BBC

29 de outubro de 2010 | 09h33

Tiroteio seria o 1º incidente em terra desde 2006

A Coreia do Sul diz que tropas do seu vizinho do norte dispararam tiros para o interior do território sul-coreano, duas semanas antes de uma reunião de G20 em Seul e em meio ao gradual processo de sucessão da liderança em Pyongyang.

Citando militares sul-coreanos, a TV sul-coreana YTN afirmou que o tiroteio ocorreu na cidade de Hwancheon, a cerca de 90 km da capital de Seul.

De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, dois tiros foram desferidos em direção aos militares do sul, que teriam respondido à suposta provocação com outros três disparos.

O incidente, para o qual nenhuma explicação foi dada, não deixou feridos, mas reacendeu as tensões na península, onde se localiza uma das fronteiras mais patrulhadas do mundo.

Acredita-se que este tenha sido o primeiro tiroteio em terra entre os dois países desde 2006.

No mar, os incidentes diplomáticos têm sido mais frequentes. O caso mais proeminente foi o afundamento de um navio sul-coreano pelo vizinho do norte em março, que deixou 46 mortos.

No início da manhã desta sexta-feira, a Coreia do Norte havia dito que as relações entre os dois países sofreriam um "impacto catastrófico" se o sul continuar se recusando a voltar à mesa de negociações.

A primeira rodada de reuniões entre os dois países - a primeira em dois anos - terminou em setembro quando Seul exigiu um pedido de desculpas de Pyongyang por causa do incidente no mar.

G20 e sucessão

Na capital norte-coreana, os sinais são de que regime prepara uma sucessão de liderança. Têm sido comuns as aparições do líder do país, Kim Jong-il, ao lado de seu filho Kim Jong-un, apontado como seu provável sucessor.

Kim Jong-un, que teria 26 ou 27 anos, foi promovido no mês passado a general de quatro estrelas e nomeado para cargos de liderança no Partido Comunista durante a primeira convenção do partido em 30 anos.

Acredita-se que o pai, de 69 anos, esteja enfrentando sérios problemas de saúde e que ele teria sofrido um derrame há dois anos.

Já em Seul seguem os preparativos para a reunião de líderes do grupo dos principais países desenvolvidos e emergentes, o G20, marcada para os dias 11 e 12 de novembro.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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