Andreas Tsaknaridis/EFE/EPA
Andreas Tsaknaridis/EFE/EPA

Coronavírus: Grécia coloca em quarentena segundo campo de refugiados

Na quinta-feira, governo já havia isolado 2,7 mil pessoas que vivem no campo de Ritsona, depois de detectar o vírus em mais de vinte delas

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2020 | 04h40

ATENAS - O governo grego colocou em quarentena, por duas semanas, um segundo campo de refugiados após o aparecimento de um caso do novo coronavírus em um residente. Este é o campo de Malakassa, um antigo terreno militar localizado a cerca de 40 km ao norte de Atenas, onde vivem mais de mil pessoas abrigadas em tendas.

O paciente é um afegão de 53 anos que vive com sua família, informou o Ministério da Migração em comunicado. O homem, que tem cormobidade, apareceu no sábado, 4, diante dos responsáveis ​​pelo campo com sintomas da covid-19.

Depois de ser reconhecido por uma equipe médica da Organização Nacional de Saúde Pública (EODY), ele foi transferido para um hospital de Atenas, onde a infecção foi confirmada.

O ministério informou que ordenou o reconhecimento de todos os habitantes do campo, cerca de 1,5 mil pessoas. Entre elas, 450 chegaram à Grécia depois de 1º de março, em plena tensão com a Turquia, e foram proibidos de solicitar asilo, por isso estão separadas das demais.

Durante as duas semanas em que a quarentena durará, entradas e saídas do local estão estritamente proibidas. Esta será uma quarentena monitorada por um forte dispositivo policial, disse o comunicado. Além disso, o governo decidiu reforçar a presença dos profissionais  de saúde.

Primeiro campo isolado

Na última quinta-feira, 2, o governo já havia colocado em quarentena os 2,7 mil refugiados que vivem no campo de Ritsona, localizado a cerca de 75 km de Atenas, depois de detectar o vírus em mais de vinte pessoas.

O grande medo das organizações humanitárias é que a pandemia chegue aos campos lotados das ilhas do Mar Egeu, como Moria, onde mais de 20 mil pessoas estão abrigadas em condições de saúde muito precárias.

Em campos como Moria, na ilha de Lesbos, há uma torneira para cada 1,3 mil pessoas e um banheiro para cada 200, segundo o Doctor without Borders. Se houvesse um surto de covid-19 entre elas, os hospitais locais facilmente ficariam superlotados.

Por enquanto, a estratégia do governo grego tem sido isolar migrantes, requerentes de asilo e refugiados nos campos para evitar o contato com a população local. / EFE

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