EFE/EPA/KIM LUDBROOK
EFE/EPA/KIM LUDBROOK

Coronavírus pode deixar milhões de africanos na 'pobreza extrema', diz secretário da ONU

Antonio Guterres pediu solidariedade com o continente de 1,2 bilhão de pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2020 | 08h53

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou que milhões de pessoas na África podem cair em extrema pobreza, devido à pandemia de coronavírus, e pediu "solidariedade" com o continente.

"A pandemia ameaça o progresso da África. Exacerbará as desigualdades de longa data e aumentará a fome, a desnutrição e a vulnerabilidade a doenças", afirma Guterres em um comunicado que acompanha um estudo com recomendações da ONU para o continente africano.

Guterres parabenizou os países africanos por responderem rapidamente à pandemia, já que "os casos relatados são mais baixos do que se temia". O número oficial de mortos chega a 2.500 em todo continente. Há, contudo, temor de subnotificação em algumas nações. 

"Os países africanos também devem ter acesso rápido e equitativo a qualquer vacina e tratamento, que devem ser considerados bens públicos globais", acrescenta o comunicado. Como a pandemia está em seus "primeiros dias" na África, Guterres observou que "os danos podem aumentar rapidamente".

"A solidariedade global com a África é imperativa", insistiu. Entre suas recomendações, o chefe da ONU pediu "ação internacional para fortalecer os sistemas de saúde da África, manter o suprimento de alimentos e evitar uma crise financeira".

Também é necessário, acrescentou, "apoiar a educação, proteger empregos, manter lares e empresas em atividade e proteger o continente da perda de renda e lucros das exportações". Guterres pediu "mais de US$ 200 bilhões em apoio adicional da comunidade internacional" para ajudar a África a se recuperar da pandemia. / AFP

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