Corpo de Arafat é exumado para investigação

Peritos retiraram amostras dos restos mortais do líder palestino Yasser Arafat, cujo corpo foi exumado ontem, em Ramallah, na Cisjordânia, como parte da investigação a respeito das suspeitas de que ele teria sido envenenado com o elemento radioativo polônio-210.

RAMALLAH, CISJORDÂNIA, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h05

Arafat morreu há 8 anos, depois de ficar 13 dias internado em um hospital francês. Muitos acreditam que o histórico líder palestino tenha sido assassinado por Israel. Registros médicos indicam que ele teve um derrame causado por um problema sanguíneo e morreu em razão de uma falência múltipla de órgãos.

Suha, a viúva do líder - ganhador do Nobel da Paz em 1994, juntamente com os israelenses Shimon Peres e Yitzhak Rabin - foi contra a realização de uma autópsia na época de sua morte. Mas, em agosto, após uma análise feita por especialistas suíços indicar a presença de polônio-210 em objetos pessoais do palestino, ela pediu a exumação de seu corpo para mais exames. A França abriu uma investigação sobre a morte de Arafat. Os primeiros resultados da análise nos restos mortais do líder estão previstos para ser divulgados em março ou abril. / REUTERS

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