Corpo de brasileiro foi encontrado em vala comum

O engenheiro João José de Vasconcellos Jr. desapareceu no dia 19 de janeiro de 2005 depois que o comboio no qual viajava de Beiji, no norte do Iraque, para Bagdá, onde embarcaria de volta a Miami - base da Odebrecht Internacional -, foi atacado por militantes islâmicos. Houve troca de tiros e os seguranças contratados pela empresa que o acompanhavam morreram na hora.Vasconcellos, que foi levado pelos seqüestradores, era o chefe de uma obra de reforma de uma termelétrica em Beiji a cargo da Odebrecht. A ação foi reivindicada pelos grupos Brigadas Mujahedin e Ansar al-Suna e, três dias depois, os documentos do engenheiro foram exibidos na TV Al-Jazira. A partir daí, apesar dos apelos humanitários, não houve outras informações sobre Vasconcellos. O Itamaraty enviou o embaixador Afonso Celso Ouro Preto à Jordânia e o ministro Celso Amorim fez um apelo na Arábia Saudita. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a pedir a ajuda da Síria para solucionar o caso. Depois de uma série de informações não confirmadas que indicavam a morte do engenheiro, a família foi notificada pelo Itamaraty no dia 5 de junho de 2007 que o corpo entregue às tropas aliadas no Iraque fora reconhecido como do engenheiro por legistas do Kuwait. O cadáver foi encontrado numa vala rasa comum. Enviado ao Brasil, o corpo foi sepultado em Juiz de Fora (MG) no dia 16 de junho, dois anos e cinco meses depois do seqüestro. No atestado de óbito emitido na embaixada do Kuwait, a causa da morte é descrita como "ferimentos diversos", provavelmente decorrentes do ataque.

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