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Corpo de líder do Estado Islâmico foi jogado no mar, diz Pentágono

Objetivo é evitar que uma eventual tumba se torne um local de peregrinação para seguidores; Baghdadi teve sua identidade confirmada por um agente das forças curdas que roubou uma cueca do jihadista para fazer teste de DNA

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2019 | 03h03
Atualizado 29 de outubro de 2019 | 11h20

WASHINGTON - O corpo do líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi atirado ao mar por militares americanos após ele ter cometido suicídio durante uma operação no fim de semana em seu esconderijo na Síria, informaram fontes do Pentágono na segunda-feira, 28.

Um oficial americano, que pediu para não ser identificado, confirmou que o corpo foi jogado no mar, um procedimento que visa evitar que uma eventual tumba se torne um local de peregrinação para seus seguidores. 

Não foram divulgados detalhes sobre onde e quando o corpo foi lançado ao mar, mas foi feita uma comparação com o destino do corpo do ex-líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, após ter sido morto em 2011 em uma operação das forças especiais americanas.

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Os restos de Baghdadi "foram tratados de forma apropriada", disse o general Mark Milley, chefe do estado-maior conjunto.

Anos de buscas

Os Estados Unidos passaram anos procurando o líder do EI, que semeou o terror em uma ampla região entre o Iraque e a Síria, e receberam informações sobre sua presença em uma casa na região de Idlib, no noroeste da Síria, "onde vivia de forma permanente", acrescentou o general. 

Segundo Milley, o autoproclamado califa do EI detonou o cinturão de explosivos que vestia ao ser encurralado em um túnel com três de seus filhos.

Os restos de Baghdadi  foram "transportados a um lugar seguro para confirmar sua identidade, graças a um exame de DNA", acrescentou. Milley destacou que nenhum militar dos EUA se feriu durante a operação, apesar de terem sido recebidos a tiros.

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"Sua morte é um golpe devastador para o que restava" do EI, afirmou o secretário americano da Defesa, Mark Esper. Segundo ele, a operação foi realizada por cerca de 100 membros das forças especiais em uma missão coordenada com russos, curdos, turcos e o regime de Bashar Assad.

"Executaram a operação, em todas as suas facetas, de maneira brilhante", destacou Esper. Milley informou que "dois homens adultos foram capturados vivos" no local e "estão sob nossa custódia em uma instalação segura".

DNA na cueca

Antes da operação, Baghdadi teve sua identidade confirmada por um agente das forças curdas que roubou uma cueca do líder do Estado Islâmico.

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"Um dos nossos agentes foi capaz de chegar à casa onde se escondia Bagdadi, conseguiu se aproximar dele e pegou uma de suas roupas íntimas para a realização de um teste de DNA e verificar 100% sua identidade", revelou Polat Can, alto membro das Forças Democráticas Sírias (FDS), controlada pelos curdos.

"Nossa fonte de inteligência esteve envolvida no envio das coordenadas e participou da operação até o último minuto para que obtivesse sucesso". / AFP

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