Corpo de refém americano é encontrado no Iraque

O corpo do único americano de um grupo de quatro pacifistas cristãos seqüestrado no ano passado foi encontrado morto perto de uma linha ferroviária a oeste de Bagdá com tiros na cabeça e no peito, informou a polícia iraquiana neste sábado.Em outros episódios de violência registrados neste sábado no Iraque, pelo menos seis pessoas morreram, entre elas um jornalista da televisão local, um ativista de direitos humanos e um oficial do exército iraquiano.Tom Fox, de 54 anos, tornou-se o quinto refém americano a ser morto no Iraque. Não havia informações disponíveis sobre as outras três pessoas (um britânico e dois canadenses) seqüestradas junto com ele.Na última terça-feira, a emissora árabe de televisão Al-Jazira levou ao ar um vídeo com data de 28 de fevereiro divulgado pelos seqüestradores no qual Fox era o único refém que não aparecia.Noel Clay, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em Washington, anunciou a morte de Fox na noite de ontem. Segundo ele, a identificação foi feita pela polícia federal americana (FBI, por sua iniciais em inglês) e a família do pacifista já havia sido notificada.Em Bagdá, o comando militar dos Estados Unidos confirmou que o corpo de Fox foi encontrado por soldados americanos na noite de quinta-feira. Um funcionário do Ministério de Interior do Iraque informou que o cadáver tinha as mãos atadas e ferimentos provocados por tiros na cabeça e no peito, entre outras escoriações.Em Chicago, a direção das Equipes Cristãs Pacificadoras lamentou a morte de seu ativista. De acordo com amigos, entre os trabalhos desempenhados por Fox no Iraque estavam visitas a presídios iraquianos, escolta de carregamentos de remédios a clínicas e hospitais e a formação de um grupo pacifista islâmico no mesmo molde da organização cristã para a qual trabalhava.Ainda neste sábado, forças americanas e iraquianas realizaram operações conjuntas nas quais 20 supostos insurgentes foram detidos e grande quantidade de armas e munição terminou apreendida.Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, minimizou os temores de que o Iraque estaria prestes a ser envolvido por uma guerra civil, manifestou confiança na capacidade de um novo governo iraquiano conseguir unificar o país árabe e disse que "qualquer iniciativa do Irã ou da Síria para interferir nos esforços para a construção da democracia no Iraque" deixará o governo americano descontente.

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