Corpo do fotógrafo morto em Mianmá chega ao Japão

Polícia metropolitana de Tóquio realizará autópsia como parte da investigação

Efe,

04 de outubro de 2007 | 02h54

O corpo do fotógrafo japonês morto durante a repressão das manifestações pró democráticas em Mianmá, Kenji Nagai, chegou nesta quinta-feira, 4, ao Japão após sair do país via Bangcoc, segundo informou a agência de notícias Kyodo. Nagai, de 50 anos e repórter fotográfico da produtora de vídeo japonesa APF News, com base em Tóquio, viajou a Mianmá no dia 27 de setembro, quando foi morto, com a idéia de ficar ali durante uma semana para cobrir os protestos contra o regime militar. "Voltou para casa no final de uma semana depois do incidente", comentou após aterrissar no Japão o presidente da APF News, Toru Yamaji, que acompanhou o cadáver de Bangcoc até sua chegada ao aeroporto de Narita em Tóquio. O corpo foi levado até um hospital em Tóquio, onde a Polícia metropolitana de Tóquio realizará a autópsia como parte da investigação para esclarecer as causas da morte de Nagai. Segundo a Kyodo, Yamaji, entre lágrimas, voltou a pedir a devolução da câmara que Nagai levava no momento no qual foi baleado à queima-roupa pelas forças de segurança birmanesas que reprimiam uma manifestação perto do pagode de Sule em Rangun, antiga capital do país. "Porque essa imagem lhe custou a vida, eu gostaria de ver o que é que ele quis mostrar pela última vez", disse Yamaji, para quem o disparo que matou Nagai "foi deliberado". A câmara não foi incluída entre os pertences do fotógrafo entregues aos japoneses pelas autoridades birmanesas, que disseram que o tiro que atingiu Nagai foi "acidental". O governo japonês disse que sancionará duramente o regime militar birmanês se for comprovado que o disparo que tirou a vida de Nagai foi proposital. O Executivo japonês estuda cortar a assistência econômica humanitária que concede a Mianmá.

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