Corpos de equipe de tae kwon do são encontrados no Iraque

Detidos em maio de 2006, os 13 lutadores participariam de um curso na Jordânia

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Os corpos em decomposição de pelo menos 13 lutadores de tae kwon do foram localizados no deserto após mais de um ano desde o seqüestro em uma área dominada pela Al-Qaeda. A informação é de autoridades iraquianas e familiares das vítimas. Os corpos estavam em uma vala no deserto, a cerca de 100 quolômetros de Ramadi, uma das áreas mais violentas do Iraque. Todas as vítimas foram, aparentemente, baleadas, segundo fontes médicas. Familiares em prantos reuniram-se no Hospital Imam Ali, em Bagdá, para fazer a identificação dos corpos, encontrados na quinta-feira. Imagens televisivas da Reuters mostravam um amontoado de crânios, alguns com tufos de cabelo preto, e outros ossos dentro de uma bolsa branca. Os parentes remexiam objetos, como camisetas sujas, calças e sandálias, num corredor do hospital. "Esses jovens honraram o nome do Iraque... esses inocentes foram mortos sem nenhuma razão e são mártires", afirmou Juan Muhawi, de 60 anos, pai de uma das vítimas. Seqüestro Quinze lutadores de tae kwon do foram seqüestrados em maio de 2006 enquanto viajavam de ônibus pelo deserto de Anbar a caminho da Jordânia, onde participariam de um curso. O diretor do hospital, Qasim al-Mudalal, afirmou à Reuters que foram recuperados restos mortais que podem pertencer aos últimos dois membros da equipe. "Eles foram mortos assim que foram sequestrados. Foram mortos e deixados no deserto", afirmou Hameed al-Hai´es, chefe de um grupo sunita que combate a Al Qaeda em Anbar. O chefe do comitê olímpico iraquiano, Bashar Mustafa, declarou três dias de luto e ordenou que a seleção de futebol usasse braçadeiras pretas no jogo contra o Irã, neste sábado, em Amã, na Jordânia. Milhares de iraquianos têm sido seqüestrados no conflito entre sunitas e xiitas. Atletas são alvos freqüentes, principalmente de grupos islâmicos que consideram o esporte contrário aos valores religiosos. Em julho de 2006, o então presidente do comitê olímpico iraquiano e cerca de 30 outras autoridades esportivas foram seqüestradas. A maioria ainda não foi localizada.

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