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Corpos de soldados americanos desaparecidos são encontrados

Os corpos de dois soldados americanos desaparecidos desde a última sexta-feira foram encontrados perto de onde eles foram vistos pela última vez, segundo uma declaração feita nesta terça-feira por um militar iraquiano.O marechal general iraquiano Abdul-Aziz Mohammed disse que os corpos dos soldados Kristian Menchaca, de 23 anos, e Thomas Lowell Tucker, de 25, foram encontrados em uma rua na cidade de Youssifiyah, ao sul de Bagdá.Em entrevista coletiva retransmitida de Bagdá à imprensa em Washington, um porta-voz militar, o general William Caldwell, disse que desde a noite de segunda-feira o Exército americano sabia que os corpos encontrados pertenciam aos dois soldados desaparecidos, apesar de não haver possibilidades de analisá-los antes do amanhecer."Como não tínhamos certeza, seguimos adiante e estabelecemos um cordão ao redor da área para protegê-la, para que não passasse ninguém até o amanhecer", acrescentou o porta-voz.No começo da manhã desta terça-feira, equipes de artífices e outros analistas chegaram ao local para recuperar os corpos, e precisaram, segundo o general, "desmontar algumas coisas antes de chegar a eles".O porta-voz não quis confirmar se os corpos mostravam sinais de tortura, como foi anunciado anteriormente pelo representante do Ministério da Defesa iraquiana, Abdelaziz Mohamad.Os soldados foram seqüestrados próximo a Youssefiya. O exército dos EUA anunciou na segunda-feira que sete de seus soldados ficaram feridos em operações de busca pelos dois combatentes, desaparecidos após um ataque insurgente, na sexta-feira. No ataque, o soldado americano David J. Babineau, de 25 anos, morreu.Um grupo de árabes sunitas extremistas supostamente ligado à Al-Qaeda no Iraque denominado Conselho Consultivo dos Mujaheddins assumiu na segunda-feira o seqüestro de dois soldados americanos, mas não ofereceu nenhum vídeo, identidade ou qualquer prova de que estivesse com os soldados. O grupo havia declarado vingança aos EUA pela morte, em sete de junho, do líder da Al-Qaida no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi.Mais de 8 mil soldados americanos e iraquianos procuraram os soldados desaparecidos nos últimos dias. Durante as buscas, três suspeitos foram mortos e 34 foram presos."Eu acredito que os Estados Unidos demoraram muito para reagir. Porque o exército não tem um plano de resgate, meu sobrinho perdeu sua vida", disse Ken MacKenzie, tio de Menchaca, em uma entrevista a rede de televisão NBC.O Conselho Consultivo dos Mujaheddins também declarou ser responsável pelo seqüestro de quatro diplomatas russos no último dia 3, a 400 metros da sede da embaixada russa na capital iraquiana.Youssefiya está situada no chamado "triângulo da morte", que inclui cidades como Iskandariya e Mahmudiya, palcos de freqüentes atentados contra civis e militares iraquianos e contra soldados americanos.O último soldado americano seqüestrado no Iraque foi o sargento Keith M. Maupin, em abril de 2004.Novos ataquesUma minivan estacionada diante de uma movimentada feira em Bagdá explodiu nesta terça-feira matando quatro civis e ferindo 16, segundo o policial Hassan Chalob.Outros dois mercados nesta região foram atacados no dia 12 de março, matando 44 pessoas. Já na cidade de Basra, um homem-bomba explodiu uma casa de repouso para idosos. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas. O motivo do ataque ainda não está claro.O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, declarou estado de emergência no último mês em Basra, segunda maior cidade do Iraque, mas a medida não adiantou para acabar com a onda de violência entre militantes xiitas e sunitas, que lutam para conquistar o poder. O exército britânico mantém 8 mil soldados na cidade.Matéria atualizada às 15h45 de 20/06

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