Corpos em valas clandestinas no México somam 429

Mortes são atribuídas à guerra dos cartéis do narcotráfico atuantes no país

Agência Estado

07 de junho de 2011 | 19h19

Corpos não identificados encontrados nas valas são enterrados

 

CIDADE DO MÉXICO - A Procuradoria Geral da República Mexicana informou nesta terça-feira, 7, que o número de cadáveres encontrados em valas clandestinas nos Estados de Tamaulipas e de Durango subiu e soma em conjunto 429 corpos.

 

A procuradora-geral Marisela Morales informou que em Durango foram encontrados até agora 236 corpos e uma cabeça em tumbas clandestinas. As autoridades de Durango afirmam que a maioria dos corpos devem ser de pessoas mortas pelo narcotráfico.

 

Em Tamaulipas, também no norte do México, as autoridades exumaram 193 corpos em 47 valas clandestinas, disse a procuradora, que atribuiu as matanças naquele Estado ao cartel do narcotráfico Los Zetas. A violência do crime organizado já matou mais de 35 mil pessoas no México desde o final de 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou a guerra contra os cartéis do narcotráfico.

 

A lista anterior do governo mexicano indicava que foram descobertos 226 corpos em Durango e 183 em Tamaulipas. Marisela Morales disse que 85 pessoas foram detidas em Tamaulipas, suspeitas de terem tido participação nas mortes e sepultamentos nas valas clandestinas, mas em Durango ninguém foi preso. As informações são da Associated Press.

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