Corpos encontrados em valas no México não são de estudantes

Autoridades anunciam a prisão de mais 14 policiais por envolvimento no desaparecimento de 43 jovens em setembro

O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 18h11

CIDADE DO MÉXICO - O procurador-geral do México, Jesús Murillo Karam, afirmou na terça-feira que os 28 corpos carbonizados encontrados em cinco valas clandestinas próximas à cidade de Iguala não pertencem aos 43 estudantes desaparecidos desde 26 de setembro.

Os alunos da Escola Normal de Ayotzinapa desapareceram após uma onda de ataques de policiais e criminosos que deixaram seis mortos. "Nas primeiras valas encontradas, lhes posso dizer que não correspondem aos DNA dos parentes dos jovens desaparecidos", garantiu.

Murillo Karam acresentou que no segundo grupo de valas, que as autoridades encontraram após testemunhos de detidos pelo caso, não foram encontrados corpos, e anunciou que foi encontrado um terceiro local onde já começaram os trabalhos de escavação.

A Procuradoria solicitará uma ordem de apreensão contra o prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e seu secretário de Segurança Pública, Felipe Flores, que estão foragidos desde o final de setembro.

Prisões. O diretor da Agência de Investigação Criminal (AIC), Tomás Zerón de Lúcio, informou na terça a prisão de 14 policiais do município de Cocula, vizinho a Iguala, por ligação com o crime.

Zerón explicou que os presos confessaram ter participado do sequestro dos estudantes e os entregado à organização criminosa Guerreros Unidos. Com essas detenções, são quase 50 as pessoas detidas pelos ataques de 26 de setembro, a maioria policiais.

Na semana passada, as forças de segurança federais assumiram o controle de Iguala para contribuir na busca dos estudantes e intensificar as investigações que permitam achar os culpados pela onda de crimes.

O comissário Nacional de Segurança, Monte Alejandro Rubido, afirmou que dos 896 policiais federais em Iguala, 300 estão dedicados à busca dos estudantes. / EFE

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