Rolando Enriquez/EFE
Rolando Enriquez/EFE

Correa admite que haverá segundo turno no Equador

Presidente diz que seu candidato ficou a meio ponto da vitória no primeiro turno; votação definitiva será no dia 2 de abril

O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2017 | 20h46

QUITO - O presidente equatoriano em fim de mandato, Rafael Correa, assegurou nesta quarta-feira, 22, que o candidato governista Lenín Moreno ficou “a meio ponto” de vencer a eleição presidencial no primeiro turno e assegurou que ganhará no segundo.

“Ficamos a meio ponto de vencer no primeiro turno”, disse Correa em um encontro com a imprensa estrangeira no palácio do governo em Quito. “Tudo indica que vamos vencer no segundo turno. Na verdade, em todos os cenários o candidato mais fácil de derrotar é Guillermo Lasso”, acrescentou.

Com 98,58% das urnas apuradas, o socialista Moreno obtinha 39,33% dos válidos contra 28,18% de Lasso, um ex-banqueiro e principal líder da oposição. Para evitar um segundo turno, marcado para o dia 2, Moreno precisaria de 40% dos votos e uma diferença de pelo menos dez pontos sobre o segundo colocado. 

À imprensa estrangeira, Correa denunciou a existência de um movimento de direita contra a integração latino-americana, com tentativas deliberadas de destruir a União das Nações Sul-americanas (Unasul) e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Correa afirmou que “quando a direita não pode ganhar por via democrática”, tenta desestabilizar os governos. Ele citou Equador, Honduras, Paraguai e Brasil como exemplos.

Correa, que completará 10 anos no poder, destacou que o governo ganhou com folga a consulta para proibir eleitos de ter bens em paraísos fiscais e conseguiu maioria no Congresso. / AFP e EFE

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