Correa, candidato à Presidência do Equador, diz que vai manter boas relações com EUA

O candidato de esquerda que lidera as intenções de voto para presidente no Equador, Rafael Correa, prometeu acabar com a elite política corrupta e manter boas relações com os Estados Unidos, apesar de recentemente ter dito que o presidente norte-americano, George W. Bush, é "tremendamente incapaz". O povo equatoriano vai às urnas no próximo domingo e nesta sexta-feira as campanhas eleitorais devem ser encerradas, mas continuam em festas particulares e reuniões políticas institucionais.Dos 13 candidatos à Presidência, a metade dedicou seu último dia de campanha nas cidades da Cordilheira dos Andes, enquanto a outra metade concentrou-se na costa do país. Entre os quatro candidatos com maiores chances de ganhar, todos nascidos na cidade portuária de Guayaquil, apenas o esquerdista Correa foi para Quito. Cerca de 3 mil pessoas se reuniram nesta sexta-feira em Quito para ouvir o discurso de Correa, marcado principalmente pelo ataque às festas políticas particulares que acontecem no país e a seus principais rivais eleitorais. "Nós vamos acabar com a oligarquia corrupta. Nós vamos acabar com ela no primeiro round, no primeiro round!", disse Correa.Alvaro Noboa, um bilionário que faz promessas populistas é atualmente o principal concorrente de Correa, deixando em terceiro lugar o social-democrata León Roldó. Cynthia Viteri, conservadora que já fazia parte do Congresso, está em quarto nas pesquisas.Correa, que fez doutorado na Universidade de Illinois, nos EUA, disse que ama a nação norte-americana e que tem "grandes amigos" no país. "Eu vou manter boas relações com o governo dos Estados Unidos, baseadas em absoluto respeito", disse ele na quinta-feira. "Mas também vamos exigir respeito, pela soberania do Equador".O candidato afirmou que, se eleito, não assinará um tratado de livre-comércio com os EUA, embora pretenda manter a dolarização do país, vigente desde 2000, apesar de ter qualificado de "perverso" esse sistema monetário.Correa - que na quarta-feira liderou uma grande carreata em Guayaquil, antes de ir para Quito - disse também a uma emissora de televisão local que, caso chegue ao Governo, não renovará em 2009 o convênio com os Estados Unidos sobre a base militar de Manta.

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