Correa critica a Colômbia em visita à fronteira

O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, viajou até a fronteira com a Colômbia na quinta-feira e criticou o país vizinho devido ao programa de fumigação de plantações de coca que alimentou uma tensão entre os países. A Colômbia e o Equador encontram-se em uma briga diplomática desde que Bogotá renovou o uso de herbicidas glifosato em plantações de coca, matéria-prima da cocaína, em uma região na fronteira neste mês. Acompanhado dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores, Correa viajou a vilas onde o Equador diz que a fumigação prejudica plantações e causa danos à saúde de moradores locais em seu lado da fronteira. "Essa é uma política inútil. O cultivo de coca multiplicou, não diminuiu", disse Correa a repórteres. "É apenas propaganda para dizer que o glifosato, a fumigação e o plano (antidrogas) da Colômbia reduziram as plantações de coca". Críticas"Há evidências de que elas na verdade aumentaram. Porque? Por causa da pobreza, da miséria e do estado de abandono na fronteira sul da Colômbia, e isso não é resolvido bombardeando glifosato", disse ele. Amigo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Correa é um forte crítico do Plano Colômbia, que conta com o apoio dos EUA, e quer expulsar do Equador os soldados norte-americanos que trabalham em operações contra as drogas. O Equador chamou de volta seu embaixador para consultas sobre a fumigação e quer que ela seja interrompida imediatamente. A Colômbia diz que a fumigação é segura e essencial para erradicar novas plantações de coca em uma área onde rebeldes de esquerda são ativos.

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