Correa diz que não concorda sempre com Assange

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira que o fato de ele ter concedido asilo político ao fundador do website WikiLeaks, Julian Assange, não quer dizer que ele concorda com tudo o que o ativista diz ou faz. Correa disse que o Equador concedeu asilo na quinta-feira porque a Suécia não ofereceria garantias de que não extraditaria Assange aos Estados Unidos.

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 14h54

Assange se refugiou na Embaixada do Equador em Londres em 19 de junho para evitar a extradição à Suécia, onde é procurado porque sofreu acusações de duas mulheres, que o acusaram de estupro. Assange nega as acusações. Correa disse em entrevista ao rádio nesta sexta-feira que é possível que Assange tenha cometido "uma ofensa" mas insiste que ele merece um processo justo.

Correa repetiu o argumento equatoriano, de que Assange poderá sofrer uma condenação à prisão perpétua ou à morte nos EUA. Os partidários de Assange acreditam que o governo americano indiciou secretamente o australiano por ter publicado centenas de milhares de documentos secretos do Departamento de Estado.

Em outra medida, o governo equatoriano declarou nesta sexta-feira na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, que pedirá a condenação da Grã-Bretanha pela entidade, por causa das ameaças da polícia metropolitana de Londres de invadir a embaixada equatoriana na capital inglesa.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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