Misha Friedman/The New York Times
Misha Friedman/The New York Times

Correa diz que plano de Macri para suspender Venezuela do Mercosul é 'interferência'

Em entrevista, presidente equatoriano defende parceiro bolivariano e diz que aplicação da cláusula democrática como sugerido pelo presidente eleito da argentina não se justificaria contra Caracas

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 11h41

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira, 25, que o plano do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, de pedir a suspensão da Venezuela no Mercosul é uma "interferência" nos assuntos internos de Caracas.

"Isso é claramente uma interferência em assuntos internos da Venezuela", afirmou Correa em conversa com jornalistas na província costeira de Manabí. Na terça-feira, Macri confirmou que pretende pedir no próximo encontro do bloco regional, em dezembro, que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela em razão da "perseguição" dos opositores do governo de Nicolás Maduro e também pela atuação do governo "contra a liberdade de expressão".

Correa afirmou que, na sua opinião, "não caberia" a aplicação desta cláusula contra a Venezuela porque gostem ou não, esse é um país regido pela democracia e com um projeto político que "cansou de ganhar eleições".

O presidente equatoriano afirmou também que "existe uma campanha de desprestígio" contra os governo progressistas da região e disse que "se algum presidente ou país se julgar árbitro do bem e do mal, isso seria muito grave, algo terrível".

Apesar de divergir das opiniões de Macri, Correa disse não acreditar que a vitória do candidato conservador na eleição presidencial argentina possa colocar em risco a integração da região. "Creio que a visão histórica da integração, esse destino comum, sobrepõe ideologias", disse Correa. "Se não for assim, seria uma grande miopia histórica e política." / EFE

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