Correa: reeleição levará a aprofundamento de reformas

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje que sua vitória nas eleições de ontem vai levar a um aprofundamento das reformas no país. Falando com repórteres estrangeiros, Correa afirmou que a eleição mostra que há apoio para um aumento da velocidade das mudanças, que começaram quando ele foi eleito em 2007. Ele também disse que o pior da crise financeira internacional já passou e que 2010 será um "grande" ano para a economia.

AE, Agencia Estado

27 de abril de 2009 | 14h39

"Eu estou muito otimista. As coisas poderiam ter se tornado mais complicadas, mas nós superamos alguns momentos muito difíceis e o Equador não sentiu realmente a crise. Se as coisas continuarem do jeito que estão não haverá problemas em 2009 e 2010 será um grande ano para a economia", afirmou. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia do Equador deve sofrer contração de 2% em 2009 e crescer apenas 1% em 2010.

Durante a coletiva de imprensa, Correa também disse que planeja enviar um projeto de lei para o Congresso para promover uma série de projetos, dentre eles uma nova lei para o setor financeiro. O presidente Equatoriano afirmou que vai buscar uma maior integração com a América Latina e uma nova arquitetura financeira regional. Segundo ele, a integração pode ocorrer em setores como comércio, energia, finanças e independência alimentar.

Correa também disse que o Equador deve procurar aprofundar seus laços com vários países, como Irã, China e Rússia. "Vamos ter uma política externa independente. Não haverá nada de novo, apenas o aprofundamento do que já estamos fazendo", afirmou. As relações do Equador com os Estados Unidos continuarão a ser "respeitosas", acrescentou o presidente, que se proclamou vitorioso ainda ontem, após os primeiros resultados da apuração mostrarem sua ampla vantagem. Correa superou com folga o segundo colocado, o ex-presidente Lucio Gutiérrez. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
EquadoreleiçõesRafael Correa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.